“Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome” (Fil 2, 9).No hino cristológico, começa agora a fase ascendente, a fase em que Jesus, depois de ter descido até o ponto mais baixo, foi elevado por Deus até subir à Sua direita na glória, com o nome de Senhor. No Empenho de Vida deste mês queremos que passe no cotidiano de nossa vida a graça contida nessas palavras: Por isso, Deus o exaltou e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome.
Cristo Jesus, que já existia junto ao Pai, como pe. Ottorino nos lembra com claras e sintéticas palavras, que têm sabor de catequese (ver texto abaixo), sujeitou-se, com a encarnação, aos ritmos da história, abaixando-se primeiro, e, deixando-se elevar, depois, sem nunca deixar de permanecer no Pai, em conformidade cuja vontade sempre cumpria . Mas agora, na condição de ressuscitado, tendo passado da morte para a vida, resume em si as duas condições de morte e ressurreição, fazendo-as tornarem-se vida e salvação para nós que estamos a caminho, para alcançá-Lo no Seu estado de glória.
Em nossa vida, estes dois movimentos de kénosis e de glória, de abaixamento e de elevação, de humilhação e de exaltação, de esvaziamento e de enchimento, podemos vivê-los unidos em Jesus morto e ressuscitado, como dois lados da mesma moeda. Esta moeda é o Amor de Deus. Como Jesus, nós também, podemos viver como mortos e ressuscitados, ao mesmo tempo. Como para Jesus, também para nós, não será poupado o drama do sofrimento, mas este drama pode ser todo iluminado pela luz da ressurreição É o que podemos ver na vida dos santos que viveram os sofrimentos mais atrozes, e a própria morte, com um sentimento de plenitude de vida, em que estava plenamente presente a dimensão da ressurreição. Para quem não conhece verdadeiramente a Jesus, tudo isso parece incompreensível e pode acontecer, que também nós, que achamos de conhecê-Lo, ainda não entramos nesta experiência de vida. Mas se nos pusermos em sinceridade e humildade a viver a Sua Palavra, dia após dia, com certeza receberemos a graça de experimentarmos a presença do ressuscitado, também, nas circunstâncias difíceis de nossa vida.
Como viver, então, a Palavra do Empenho de Vida deste mês?
Vivendo como ressuscitados os pequenos ou grandes, sofrimentos que neste mês apresentar-se-ão à nossa experiência de vida cotidiana, concentrando-nos na contemplação de Jesus ressuscitado.
Cristo ressuscitou
Porém este Cristo, morto, ressuscitou! Eis o que tem à sua frente Paulo, eis o que Paulo prega. Toda sua vida de apóstolo foi um ato contínuo de fidelidade e de amor à luz que recebeu no caminho de Damasco. Portanto Paulo entendeu perfeitamente o Cristo, Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado! Primeiramente meditando e contemplando durante três anos no deserto e, depois, durante toda a vida, Paulo não fez nada mais do que meditar sobre estas verdades para torná-las vivas e passá-las aos outros. De que maneira? De Cristo consideras três momentos: a) a Sua pré-existência junto ao Pai; b) Sua humilhação e Sua morte; c) Sua ressurreição. Estas verdades são importantes: esclarecem que Cristo vive em Deus , e que a Sua morte,(devemos meditar na Sua morte) foi uma pausa de sua aventura terrena, uma pausa com a qual Ele pagou por nós.
(Pe. Ottorino)
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