DAR A VIDA PELOS IRMÃOS“Compreendemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também, devemos dar a vida pelos irmãos” (1 Jo, 16).
No versículo, que será a Palavra de Deus que nos empenharemos a pôr em prática neste mês, João mostra as raízes profundas do amor que experimenta com os irmãos de sua comunidade. São raízes nas quais nós também devemos ser enxertados no nosso caminho de fé. Escreve João: “Compreendemos o que é o amor, porque Jesus deu a sua vida por nós; portanto, nós também, devemos dar a vida pelos irmãos”. É vendo Jesus levantado na cruz que podemos conhecer que Deus deu Sua vida por nós e por todos. Quando olharmos Jesus na cruz, conhecemos o amor de Deus. João, no seu Evangelho, anota estas palavras de Jesus: “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). A humanidade é atraída para Deus através da cruz de Jesus, aonde se manifesta o amor de Deus em sua expressão máxima.
Uma vez adentrados na órbita de Deus, atraídos por Seu amor para todos, encontramo-nos no plano inclinado que, lentamente, com a constante e quotidiana adesão de nossa vontade, nos leva a fazer o mesmo que fez e faz Deus, isto é, dar, nós também, a vida pelos irmãos. Jesus, no lava-pés, também descrito por João no seu Evangelho, diz aos discípulos: “Vocês compreenderam o que Eu acabei de fazer?... Pois bem: Eu, que Sou o Mestre e Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros” (Jo 13, 12-14). Devemos, portanto, manter fixo o nosso olhar em Jesus Crucificado para dar, também nós, a vida pelos irmãos.
Pe Ottorino, num de seus texto que temos ao nosso dispor, para confrontarmo-nos neste mês, (ver texto abaixo), nos diz que: “um meio maravilhoso para viver a caridade é a meditação da paixão do Senhor” e num outro, ainda, que “o espírito de sacrifício gera a caridade, a fraternidade, o amor”. Também pe. Ottorino, como João, fala-nos a partir de sua experiência. Sugere-nos alguns passos, que ele próprio já fez, para a nossa caminhada espiritual: começar meditando a paixão de Jesus, passar em seguida ao desejo e à decisão de imitá-Lo dando a vida como Ele (espírito de sacrifício), e por fim realizar ações concretas de caridade, fraternidade, amor. Além disso, pe. Ottorino nos convida, no momento da meditação sobre a paixão, a imaginar de pararmos Jesus no caminho ao calvário, falar com Ele e escutar Sua resposta. E, ainda, quando formos incomodados por alguém, antes de manifestarmos a nossa contrariedade, em espírito de sacrifício, responder com um sorriso.
Como viver, então, a Palavra do Empenho de Vida deste mês?
Colocando em prática as sugestões de pe. Ottorino, ou outras que o Senhor nos inspirar, a fim de dar, nós também, como Ele na cruz, a nossa vida pelos irmãos nas pequenas ocasiões de cada dia.
Quem medita a Paixão vive a caridade
Quem medita a Paixão vive a caridade
Um meio maravilhoso para viver a caridade é a meditação da paixão do Senhor. Eu, por exemplo, faço assim: represento-me a cena da paixão; imagino de parar um instante a Jesus no caminho, quando O vejo suado, cansado. E lhe digo: “Escuta, Jesus... Você que é homem e Deus. aonde vai?” – “A Jerusalém” – “O que vai fazer lá?” – “Vou morrer por ti!”. (Pe Ottorino, M89, 4-5 de 09 de agosto de 1966).
Meus amigos, sem o espírito de sacrifício não se consegue nada, perde-se tempo inutilmente!
Podem mostrar este espírito de sacrifício nas pequenas coisas, em dar uma ajuda ao irmão, no saber renunciar a um seu ponto de vista; estão fazendo algo importante e vem um irmão a pedir-lhes um favor, devem saber renunciar ao que estão fazendo, atendendo com um sorriso. O espírito de sacrifício gera a caridade, a fraternidade, o amor. (Pe. Ottorino, M245,8 de 19 de novembro de 1968).
Meus amigos, sem o espírito de sacrifício não se consegue nada, perde-se tempo inutilmente!
Podem mostrar este espírito de sacrifício nas pequenas coisas, em dar uma ajuda ao irmão, no saber renunciar a um seu ponto de vista; estão fazendo algo importante e vem um irmão a pedir-lhes um favor, devem saber renunciar ao que estão fazendo, atendendo com um sorriso. O espírito de sacrifício gera a caridade, a fraternidade, o amor. (Pe. Ottorino, M245,8 de 19 de novembro de 1968).
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